Da abolição da escravidão à Guerra do Paraguai, das quatro questões que derrubaram o Império à Proclamação da República — o fim de uma era.
Desde 1806 a Inglaterra pressionava o Brasil a acabar com o tráfico negreiro. Em 1845, o Bill Aberdeen autorizava a Marinha britânica a aprisionar navios negreiros. Só em 1850 o Brasil assinou a Lei Eusébio de Queirós, encerrando o tráfico intercontinental.
Ex-escravizados foram libertos sem terra, sem educação, sem representação política e sem qualquer compensação do Estado. A discriminação racial estrutural permanece até hoje.
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O Paraguai de Solano López era único na América Latina: Estado com forte intervenção econômica, ferrovias e fábricas — mas sem saída para o mar. Para escoar sua produção, precisava dos rios da Bacia do Prata. Em 1865, López invadiu o Mato Grosso e depois a Argentina. Brasil, Argentina e Uruguai formaram a Tríplice Aliança.
De 800 mil habitantes, restaram cerca de 194 mil. Aproximadamente 95% dos homens foram mortos. O país perdeu 140 mil km² de território e jamais se recuperou econômica e socialmente.
Para o Brasil, a guerra aumentou a dívida externa e fortaleceu o Exército — que voltou impregnado de ideais republicanos e abolicionistas, tornando-se o principal agente da queda do Império.
O Manifesto Republicano de 1870 organizou civilmente o republicanismo — com duas vertentes: os radicais (Silva Jardim) e os positivistas moderados (Quintino Bocaiuva, influenciados por Auguste Comte). Na madrugada de 15 de novembro de 1889, militares liderados por Benjamin Constant e pelo Marechal Deodoro da Fonseca depuseram o governo. D. Pedro II partiu para o exílio em Portugal.
«O povo assistiu a tudo aquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava. Muitos acreditavam sinceramente estar vivendo uma parada militar.»
Aristides Lobo — republicano histórico, sobre a Proclamação da RepúblicaA República foi proclamada por um grupo militar e civil da elite, sem participação popular ampla. O republicanismo que triunfou reuniu positivistas, fazendeiros cafeeiros e militares — sem projeto ideológico único.
3. Em que ano começou a Revolução Francesa?