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IDH, BRICS, bolsões de pobreza, índice de Gini e as classificações que dividem o planeta entre desenvolvidos e em desenvolvimento.
🎯 Alto índice ENEM · FUVEST · UNESPGuerra Fria: 1º Mundo (capitalistas dev.), 2º (socialistas ind.), 3º (demais). Hoje: desenvolvidos, em desenvolvimento, emergentes (FMI). Linha Norte-Sul substituiu os "3 mundos".
Renda (RNB per capita/PPC) + Educação (média de anos + expectativa escolar) + Longevidade (esperança de vida). Escala 0–1; quanto mais próximo de 1, melhor desenvolvimento.
Criado por Jim O'Neill (2001): Brasil, Rússia, Índia, China. África do Sul: 2011. Expansão em 2024: Arábia Saudita, Egito, EAU, Etiópia, Indonésia e Irã. Formalizado em 2009.
Pobreza extrema: < US$ 2,15/dia. 1,2 bi em pobreza multidimensional (MPI/ONU 2024). Concentração: África Subsaariana e Sul da Ásia. Fome é causada por má distribuição, não baixa produção.
10ª economia mundial (PIB nominal, 2025). Gini: 0,506 em 2024 — menor histórico. Bolsa Família, Fome Zero, Ação da Cidadania. Renda per capita: R$ 2.069. DF: R$ 3.444 × Maranhão: R$ 1.077.
Teoria do Sistema-Mundo: países centrais (alta tecnologia, dominantes), periféricos (exportam MP, dependentes) e semiperiféricos (características mistas, grandes desníveis internos — ex: Brasil, Índia).
IDH ≠ PIB per capita. IDH é composto (renda + educação + saúde). O IDH-D desconta a desigualdade interna — é sempre menor ou igual ao IDH. O Gini mede desigualdade, não pobreza absoluta. A linha Norte-Sul não é geográfica: Austrália e Nova Zelândia estão no hemisfério sul mas no "Norte" econômico.
Após a Segunda Guerra Mundial, organismos como ONU e Banco Mundial passaram a discutir modelos de desenvolvimento. As primeiras classificações surgem no contexto da Guerra Fria (1945–1991).
Expressão criada por Alfred Sauvy em 1952 (referência ao Terceiro Estado da Revolução Francesa). 1º Mundo: capitalistas desenvolvidos (EUA, Europa Ocidental, Japão). 2º Mundo: socialistas industrializados (URSS, Europa Oriental). 3º Mundo: demais países — capitalistas, socialistas ou não-alinhados.
Na Teoria do Sistema-Mundo, Wallerstein dividiu os países segundo relações econômicas. Centrais: concentram poder e alta tecnologia. Periféricos: fornecem matérias-primas baratas. Semiperiféricos: oscilam entre as duas condições, com grandes desníveis socioeconômicos internos — como Brasil, Índia e México.
Com o fim da Guerra Fria, a divisão Norte-Sul substituiu os "três mundos". A linha não coincide com o equador — inclui Austrália e Nova Zelândia no "Norte" (desenvolvido). O desenvolvimento dependeu de heranças históricas, não da localização geográfica.
O FMI classifica: desenvolvidos (alta industrialização, produtores de tecnologia de referência), subdesenvolvidos (industrialização incipiente, dependentes) e emergentes (amplamente industrializados, mas ainda dependentes em tecnologia avançada). "Subdesenvolvido" caiu em desuso por carregar estigma; prefere-se "em desenvolvimento".
Cunhado por Jim O'Neill (Goldman Sachs, 2001): Brasil, Rússia, Índia, China. África do Sul entrou em 2011. Formalizado como grupo em 2009. Objetivo: fortalecer cooperação entre países em desenvolvimento, ampliar influência na ONU, FMI e OMC. Em 2024: Arábia Saudita, Egito, EAU, Etiópia, Indonésia e Irã aderiram. Categoria de "países parceiros" também criada.
A divisão Norte × Sul é político-econômica, não geográfica. Austrália e Nova Zelândia estão no hemisfério Sul mas são classificadas como "Norte" pelo IDH muito alto. O Japão, geograficamente no norte da Ásia, é parte do "Norte". O Brasil, apesar de estar geograficamente em latitude tropical/subtropical, é classificado como "Sul" (em desenvolvimento).
O Índice de Desenvolvimento Humano foi criado pela ONU/PNUD em 1990 para superar a avaliação puramente econômica dos países. A renda é um meio, não o fim do desenvolvimento.
| Categoria | Faixa IDH | Exemplos |
|---|---|---|
| Muito Alto | 0,800 – 1,000 | Noruega (0,966), Alemanha, Suíça, Austrália |
| Alto | 0,700 – 0,799 | Brasil (≈0,754), China, México, Argentina |
| Médio | 0,550 – 0,699 | Índia, Bolívia, Marrocos, Namíbia |
| Baixo | 0,000 – 0,549 | Níger, Sudão do Sul, Mali, Moçambique |
Usa os mesmos parâmetros do IDH, mas descontando a distribuição desigual de renda, educação e saúde. Representa o IDH real; o IDH simples seria o ideal. Em países muito desiguais, a diferença entre IDH e IDH-D é enorme.
Adaptação do IDH para municípios. Maiores IDHMs mundiais: Melbourne (Austrália), Viena (Áustria), Vancouver (Canadá). No Brasil: São Caetano do Sul (SP), Águas de São Pedro (SP), Florianópolis (SC).
Não considera sustentabilidade ambiental. Não identifica "abismos sociais" internos. O valor é uma média — esconde disparidades regionais e entre grupos étnicos/de gênero/rural × urbano. Por isso foi criado o IDH-D.
Pobreza é a incapacidade de suprir necessidades básicas: alimentação, saúde, habitação. Para o Banco Mundial: pobreza extrema = menos de US$ 2,15/dia. Pobreza = menos de US$ 6,85/dia.
MPI/ONU (2024): 1,2 bilhão de pessoas em pobreza multidimensional aguda em 111 países. Maior concentração: África Subsaariana e Sul da Ásia. Índia e Nigéria juntas: mais de 300 milhões em pobreza. Angola e Guiné-Bissau têm altas taxas.
Banco Mundial (2024): Pobreza extrema caiu de 43,6% (1990) para 10,5% (2022). Mas a pandemia agravou os índices nos países mais pobres.
ONU — Relatório Mundial Social (2025): 690 milhões em pobreza extrema. 2,8 bilhões entre US$ 2,15 e US$ 6,85/dia. O 1% mais rico concentra mais riqueza que os 95% restantes.
Brasil é a 10ª maior economia (PIB nominal, 2025), mas PIB per capita ≈ US$ 11.351 — distante dos países desenvolvidos. Em 2021: 62,9 milhões com renda per capita ≤ R$ 497/mês. Em 2024: Gini = 0,506 (menor histórico). Renda média: R$ 2.069. DF lidera (R$ 3.444); Maranhão tem menor (R$ 1.077) — diferença de 3x.
Nos séculos XIX–XX, acreditava-se que a fome era causada por baixa produção. Estudos posteriores mostraram que a causa é a má distribuição dos recursos — há alimento suficiente no mundo, mas o acesso é desigual. Esse é um dos pontos mais cobrados em redações e questões discursivas do ENEM.
A ONU aprovou 17 ODS na Agenda 2030. O 1º: erradicar a pobreza em todas as formas. Anteriormente: 8 ODM (anos 2000), também com foco na erradicação da fome e miséria. O Brasil atingiu o ODM 1 no período 2012.
| País | IDH | Barra | Categoria |
|---|---|---|---|
| 🇳🇴 Noruega | 0,966 | Muito Alto | |
| 🇩🇪 Alemanha | 0,942 | Muito Alto | |
| 🇯🇵 Japão | 0,920 | Muito Alto | |
| 🇧🇷 Brasil | 0,754 | Alto | |
| 🇨🇳 China | 0,788 | Alto | |
| 🇮🇳 Índia | 0,644 | Médio | |
| 🇳🇬 Nigéria | 0,535 | Baixo | |
| 🇳🇪 Níger | 0,394 | Baixo |
Escala: 200px = IDH 1.0
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