Em 2024, o Gini da distribuição de terras no Brasil foi de 0,73 — um dos países com maior concentração fundiária do mundo. Os 10% maiores imóveis concentram 73% da área agrícola.
- Minifúndio: menor que 1 módulo fiscal
- Pequena propriedade: 1 a 4 módulos fiscais
- Média propriedade: 4 a 15 módulos fiscais
- Grande propriedade: mais de 15 módulos fiscais
- Latifúndio (Estatuto da Terra): acima de 600 módulos fiscais
- Colonização: sistema de capitanias e sesmarias
- Lei de Terras de 1850: terra só pode ser adquirida por compra — consolidou latifúndios e excluiu pobres e ex-escravizados
- Estatuto da Terra 1964: primeira lei sobre reforma agrária
- CF 1988: propriedade deve cumprir função social
Falsificação de documentos fundiários. O nome vem do hábito de guardar escrituras falsificadas com grilos para parecerem antigas. Estratégia de especuladores para obter terras irregularmente e revendê-las antes de investigação.
Região formada por partes de MAranhão, TOcantins, PIauí e BAhia. Principal produto: soja. Destaque: município de Luís Eduardo Magalhães (oeste da Bahia). Alta concentração fundiária — estados da região têm Gini fundiário elevadíssimo.
Mercado constituído por redes de produtores, empresas, distribuidores e fornecedores de insumos e maquinários. Foca em commodities (soja, milho, carne) para exportação. Difere da agricultura camponesa por ser comercial e hierarquizada globalmente.
- Vasta disponibilidade de solos agricultáveis
- Abundância de água
- Tecnologia de ponta crescente
- Luminosidade e clima favorável
- Grande biodiversidade
- Infraestrutura e logística deficientes
- Legislação tributária complexa
- Recursos financeiros inadequados para médios produtores
- Concentração de poder em grandes empresas
- Impactos ambientais (desmatamento, pesticidas)
Bem primário ou com mínimo grau de industrialização comercializado globalmente, cujo preço é determinado pelas bolsas de valores internacionais (mercado mundial). Ex.: soja, milho, carne bovina, açúcar, petróleo.
Segundo o Censo Agropecuário 2017 (IBGE), 77% dos estabelecimentos agropecuários são familiares. Contribuem com 70% dos alimentos consumidos no Brasil e 23% do VBP. Cerca de 10,1 milhões de agricultores familiares.
- Menos de 4 módulos fiscais por família
- Predomínio de mão de obra familiar
- Renda obtida das atividades da propriedade
- 70% dos alimentos consumidos no Brasil
- Feijão, arroz, milho, leite, batata, mandioca
- Sementes crioulas → biodiversidade
- Mais de 4 módulos fiscais
- Mão de obra assalariada
- Proprietário muitas vezes não habita a propriedade
- Foco em commodities para exportação
- Uso intensivo de tecnologia e maquinário
- Base do agronegócio exportador brasileiro
A agricultura camponesa preserva milhares de variedades de sementes crioulas. O agronegócio tende a trabalhar com apenas ~100 variedades, buscando uniformização. A proteção da agricultura familiar é estratégica para preservar o patrimônio biogenético mundial.
Política pública que compra alimentos da agricultura familiar para distribuir a populações vulneráveis. Fortalece o setor e garante mercado para pequenos produtores.
1º produtor mundial: açúcar, café e suco de laranja
2º produtor: soja, cana-de-açúcar/etanol, carne bovina e tabaco
1º exportador: açúcar, aves, café, etanol, carne bovina, suco de laranja e tabaco
2º exportador: soja
- Milho: México
- Trigo: Argentina
- Arroz/Sorgo: China, Sul e Sudeste Asiático
- Algodão: Índia, China, Sahel africano
- Bovinos: Índia, Paquistão, Argentina, Uruguai
- Suínos: China (maior produtor mundial)
- Caprinos/ovinos: China, Índia, Nigéria, Irã
- Café: Colômbia, Venezuela, Etiópia, Angola
- Frutas: América Central, África Mediterrânea
- Legumes: América Andina, África Subsaariana
Apesar de imensas áreas agricultáveis, a superpopulação exige consumo interno enorme, limitando as exportações agropecuárias.
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