Principal característica da agropecuária estadunidense: setorização territorial em "cinturões" (belts) especializados.
Milho e soja — próximos às áreas de pecuária intensiva e regiões industrializadas. Matéria-prima para ração e óleo.
Trigo — região central. Duas variedades: trigo de inverno (centro) e trigo de primavera (planícies do Centro-Norte).
Produção leiteira — Nordeste dos EUA e sul do Canadá, próximo às grandes populações consumidoras.
Gado de corte — terras menos valorizadas do Oeste (montanhosas e áridas). Menor custo de produção.
Algodão — vale do baixo Mississipi e estados do Sul.
Frutas — Sul e Costa Oeste (Califórnia). Hortifrutigranjeiros próximos às áreas mais populosas.
Solos esgotados por excesso de monocultura. Uso crescente de transgênicos e agrotóxicos. Declínio dos farmers (produtores familiares — Homestead Act) em favor de grandes conglomerados agroindustriais.
Cevada, trigo e óleos vegetais · Pesca (caranguejos, lagostas, salmões) · Silvicultura sustentável com fiscalização rígida · Floricultura. Limitado pelo clima excessivamente frio em grande parte do território.
Base em pequenas propriedades policultoras. Alta produtividade tecnológica. Nas últimas décadas: caráter multifuncional (produção + conservação ambiental + turismo rural).
Acordo da União Europeia que consolida o protecionismo agrícola: subsídios aos produtores europeus + tributação sobre importados. Terras europeias caras → custo elevado → necessidade de proteção competitiva.
- Comercialização prioritariamente dentro do bloco
- Resistência ao uso de transgênicos
- Forte política de subsídios
- Tributação sobre produtos importados
- Setorização por países
- 🇫🇷 França: maior produtora continental (cereais e vinhos)
- 🇬🇧 Inglaterra: gado bovino tradicional
- 🇺🇦 Ucrânia: tchernoziom — solo mais fértil do mundo. Grande variedade de cereais
- 🇩🇪 Alemanha: produção de suínos
- 🇩🇰 Dinamarca: derivados de leite
- 🇳🇴 Noruega: pescados
Negociações para reduzir barreiras protecionistas mundiais. Sem acordo até hoje. Prejudica países exportadores de produtos primários como o Brasil. Crise econômica global dificulta avanços.
Austrália: 7º maior produtor de carne bovina (2023). 2º maior rebanho ovino do mundo (atrás da China). Exportação de trigo e sementes oleaginosas. Produção de vinhos (clima mediterrâneo no Sul).
Menor território mas diversificada: agricultura, pesca, horticultura e silvicultura. PIB expressivo pela diversidade econômica.
Arquipélago montanhoso. Pouco território para agricultura. Solução: fazendas urbanas (plantações em edifícios dentro das cidades). Tecnologia avançada garante quase autossuficiência em arroz. Apenas 7% da população trabalha no campo.
Fazendas comunitárias cooperativas, prioritariamente para abastecimento interno. Todos os moradores participam da produção, industrialização e manutenção coletiva (escolas, refeitório, lazer). Organização interna com princípios socialistas.
Israel: apenas 20.700 km² (menor que Sergipe), boa parte deserto. Supera limitações com dessalinização da água do mar e maquinário específico para áreas áridas.
Sementes modificadas geneticamente para maior produtividade, resistência a pragas e adaptação climática. Fazem parte da agricultura moderna convencional.
- Maior produtividade e resistência a pragas
- Redução potencial de agrotóxicos em alguns cultivos
- Segurança alimentar em regiões de escassez
- Adaptação a condições climáticas adversas
- Riscos à biodiversidade (contaminação de espécies nativas)
- Monopólios de sementes (Monsanto/Bayer)
- Dependência tecnológica dos agricultores
- Resistência da Europa ao uso em larga escala
A Europa resiste ao uso de transgênicos como política da PAC. Prefere sementes convencionais e produção orgânica. Essa posição gera tensões comerciais, especialmente com EUA e Brasil.
Marque o que você já domina: