A Constituição de 1824 e o Poder Moderador, a Confederação do Equador, o reconhecimento internacional da independência e os fatores que levaram à abdicação de D. Pedro I em 1831.
A independência brasileira (7/09/1822) foi mais uma ruptura política do que social. Diferentemente das independências latino-americanas — marcadas por longas guerras e republicanismo — o Brasil optou pela monarquia para manter a ordem, a propriedade escravista e evitar fragmentação territorial.
D. Pedro I precisou usar mercenários (liderados por Lord Cochrane, Labatut e Grenfell) para expulsar tropas portuguesas da Bahia, Pará, Maranhão e Piauí. O dinheiro veio de empréstimos ingleses, aprofundando a dependência econômica.
José Bonifácio: independência conservadora, mantendo laços com Portugal e estrutura monárquica tradicional. Gonçalves Ledo / Cipriano Barata: independência radical, com ruptura total e perspectiva republicana futura.
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O primeiro país a reconhecer o Brasil foi os Estados Unidos (Doutrina Monroe, busca de mercados). A pressão inglesa levou Portugal a aceitar a independência mediante uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas — valor que o Brasil não possuía, mas que foi emprestado pela própria Inglaterra (que usou o montante para quitar uma dívida de Portugal).
Em troca do reconhecimento, D. Pedro I:
D. Pedro I dissolveu a Assembleia Constituinte em 1823 (episódio da "Noite da Agonia") porque o projeto dos irmãos Andrada limitava demais o poder imperial. Em seguida, um Conselho de Estado redigiu a Constituição de 1824 — a primeira do Brasil em vigor.
A Constituição centralizadora desagradou Pernambuco, já marcado pelo republicanismo de 1817. A nomeação de um presidente conservador para a província foi o estopim. O movimento — liderado por Manuel de Carvalho Paes de Andrade e frei Caneca — se espalhou pela Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte, adotando temporariamente a Constituição liberal da Colômbia.
A repressão foi violenta: tropas de Francisco de Lima e Silva e do mercenário Lord Cochrane sufocaram o movimento. D. Pedro I mandou executar 16 líderes, incluindo frei Caneca.
O nome refere-se à localização geográfica das províncias revoltosas próximas à linha do Equador — Pernambuco, Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte.
Vários fatores desgastaram o imperador:
3. Em que ano começou a Revolução Francesa?