Q1 — Românticos e o idealismo
De que maneira os artistas românticos, especialmente os poetas, influenciaram o idealismo alemão?
Poetas como Schlegel e Novalis trouxeram ao idealismo a valorização do infinito, do irracional e do místico. Esse elemento romântico atuou inicialmente como "corpo estranho" no pensamento crítico, mas foi gradualmente incorporando e desviando o idealismo de um percurso puramente racional — influenciando Fichte (fase final), Schelling (fase média) e aspectos do próprio Hegel.
Q2 — Idealismo e sua influência nos românticos
Como as ideias e os problemas do idealismo alemão influenciaram os românticos?
O idealismo forneceu aos românticos uma base filosófica para valorizar a subjetividade e a experiência interior, demonstrando que a consciência humana é central na constituição do real. Isso legitimou o foco romântico na emoção, na imaginação individual e na nostalgia do infinito, como formas legítimas de acesso à realidade.
Q3 — Natureza e ser humano
Explique como românticos e idealistas se aproximam na maneira de entender a relação entre natureza e ser humano.
Ambos recusam a separação radical entre sujeito e natureza imposta pelo Iluminismo. Schelling entendia que natureza e mente partilham a mesma estrutura — "o pensamento é vida". Os românticos buscavam reencantar essa relação, valorizando o sublime e o orgânico em oposição à razão mecânica. A natureza, para ambos, não é mero objeto, mas algo com o qual o espírito humano mantém uma identidade profunda.
Q4 — Influências românticas no cotidiano
Você percebe, no seu dia a dia, alguma influência de ideias românticas, como a valorização da emoção ou da expressão individual? Explique com um exemplo.
Resposta pessoal. Exemplos possíveis: a valorização da expressão emocional nas redes sociais (stories, desabafos), músicas que priorizam sentimento sobre técnica, filmes que celebram o indivíduo contra o sistema, ou a valorização de experiências em contato com a natureza (viagens, trilhas, retiros). Em todos esses casos, a emoção e a subjetividade são apresentadas como formas privilegiadas de acesso ao que é genuíno.
Q1 · UFU — Dialética de Hegel
A dialética de Hegel…
✓ C — é interna nas coisas objetivas, que só podem crescer e perecer em virtude de contradições presentes nelas.
A dialética não é método externo aplicado ao objeto (D), nem apenas oposição de contrários da natureza (A). Ela é o movimento imanente da própria realidade, impulsionado por contradições internas que negam, conservam e superam.
Q2 · Dissertativa — Consciência Sensível
Por que a consciência sensível é considerada uma forma insuficiente de saber?
Porque é imediata e carente de mediação racional. Para Hegel, o saber autêntico exige um "longo caminho" de desenvolvimento — da percepção direta e imediata até o conceito puro e o espírito. A consciência sensível capta o fenômeno bruto, sem elaboração: é o ponto de partida, não a chegada do conhecimento.
Q3 · UECE — Aparência e Essência
"A aparência é o modo de aparecer segundo o qual a arte realiza o verdadeiro em si mesmo." Para Hegel…
✓ D — a aparência só é verdadeira quando nela a essência aparece.
A aparência não é falsa por si só; ela é essencial para que a verdade se manifeste. A arte é justamente o campo em que o verdadeiro se torna visível pela aparência — mas isso exige que a essência esteja presente nessa aparência.
Q4 · Unioeste — Tales e Arkhé (INCORRETO)
Com base nas afirmações de Hegel sobre Tales e Homero, é incorreto afirmar…
✓ C — Hegel NÃO diz que a proposição de Tales é ainda mítica. Ao contrário: ele a elogia como filosófica por afirmar a unidade do Todo. A crítica de Hegel recai apenas sobre a escolha da "água" como princípio universal, não sobre o caráter filosófico da proposição.
Q5 · UFU — Botão, Flor e Fruto
O trecho da Fenomenologia sobre botão → flor → fruto ilustra que, para Hegel…
✓ B — as contradições são momentos da unidade orgânica; longe de se contradizerem ou se excluírem, todos são igualmente necessários.
Botão, flor e fruto parecem se "repelir", mas são etapas de um mesmo processo orgânico. Isso exemplifica a Aufhebung: cada momento nega o anterior, mas o conserva e supera numa unidade maior.